ESTUDO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS EM UMA ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR

André Ribeiro Oliveira, Luciana Cramer, Luiz Eduardo Gaio, Carlos Alberto Grespan Bonacim

Resumo


As organizações hospitalares vêm passando por mudanças e, para se manterem num mercado cada vez mais competitivo, devem adaptar-se ao contexto no qual estão inseridas, direcionando suas ações rumo a uma maior flexibilidade. Uma das conseqüências dessa busca é a diversificação da mão-de-obra, resultando em uma força de trabalho cada vez mais heterogênea. Dessa forma, uma importante dimensão a ser estudada é a crescente participação da mulher neste mercado de trabalho. Por meio deste artigo, buscou-se compreender a natureza da diversidade organizacional socialmente construída em torno das relações gênero presentes em uma organização hospitalar do sul de Minas Gerais. Para tanto, buscou-se interpretar as representações sociais elaboradas por médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras em torno das relações de gênero na organização estudada. Constatou-se que a representação de profissões tipicamente masculinas ou femininas ainda persiste nas relações de trabalho entre as classes profissionais pesquisadas, mesmo estando em igualdade de condições em termos de formação especifica, cultura e competência.

Palavras-chave


relações de gênero, representações sociais, organizações hospitalares, médicos(as), enfermeiros(as).

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DOI: https://doi.org/10.3738/nucleus.v6i2.173