A EVOLUÇÃO DO ENSINO SUPERIOR E SUAS IMPLICAÇÕES: UMA VISÃO SOBRE O CONTEXTO PROFISSIONAL DIANTE DE CENÁRIOS COMPLEXOS E INOVATIVOS

Francisco José Martins, Pedro Henrique Camargo de Abreu, Alexandre Calabro Simon

Resumo


As Instituições de Ensino Superior (IESs) devem ser aptas na preparação de profissionais cada vez mais qualificados para os desafios nas diferentes áreas do conhecimento e suas aplicações diversas na sociedade, incluindo o trabalho de pesquisa, inovação, novas patentes, assim como também o estímulo no surgimento de novas empresas. No entanto, este cenário está longe de ser realidade, pois a análise dos indicadores de Ensino Superior evidencia que o foco atual está na democratização do acesso, levando a questionamentos sobre a qualidade do ensino proporcionado a essa quantidade massiva de alunos. A presente pesquisa apresentou caráter exploratório e foi desenvolvida através de uma revisão bibliográfica, com o intuito de promover a identificação dos fatores determinantes para o processo de ensino-aprendizagem e das metodologias ativas envolvidas neste contexto. Além disso, a pesquisa se apoiou na perspectiva de sistemas complexos, uma vez que o conceito de “complexidade” está imerso na interdisciplinaridade literária, e vem sendo cada vez mais empregado em estudos nas áreas sociais. O presente estudo tem o objetivo geral de apresentar propostas, em torno de uma visão futura, para a consolidação de um Ensino Superior estruturado e voltado para a formação de indivíduos que atendam às exigências profissionais da sociedade e que estejam aptos para o desenvolvimento de inovações incrementais e radicais, em tempo cada vez mais exponencial. Os resultados obtidos, evidenciam a importância da definição de mecanismos de avaliação alinhados com as exigências externas à universidade, no intuito de atender às exigências do mercado de trabalho, além de promover o desenvolvimento de capacidades empreendedoras, científicas e tecnológicas nos alunos.

Palavras-chave


Ensino superior; Ensino-aprendizagem; Metodologias ativas; Gestão do conhecimento; Inovação

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DOI: https://doi.org/10.3738/1982.2278.3042