CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE CULTIVARES DE FEIJÃO-VAGEM

Antonio Ismael Inácio Cardoso, Regina Marta Evangelista, Márcia Maria Castro, Cristiano Goldoni

Resumo


Ocorrem grandes perdas após a colheita dos frutos de feijão-vagem, entretanto não existem estudos comparando as cultivares nacionais quanto à conservação pós-colheita, assim como de técnicas que visem reduzir estas perdas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade pós-colheita e a "vida de prateleira" de quatro cultivares (Preferido, Favorito, Itatiba e Teresópolis) de feijão-vagem e também a qualidade pós-colheita dos frutos da cultivar Preferido armazenados com e sem refrigeração e embalados em bandejas de poliestireno expandido e recobertos (atmosfera modificada - AM) ou não com policloreto de vinila (PVC). No primeiro experimento, os tratamentos foram as vagens recém-colhidas das quatro cultivares armazenadas em temperatura ambiente (29-32oC). No segundo experimento, os frutos do feijão-vagem ‘Preferido’ foram divididos em quatro tratamentos: testemunha ambiente (20-25oC), testemunha refrigerado (7 ± 1oC), AM ambiente e AM refrigerado. Em ambos os experimentos, o delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com cinco repetições e avaliou-se a perda de massa, mudança na coloração característica, presença de fungos e aparência geral dos frutos a cada três dias até o 6o dia no primeiro experimento e até o 12º dia no segundo. Constatou-se que a cultivar que apresentou os melhores resultados foi a Preferido, mantendo sua coloração e aparência geral por seis dias, ao contrário das demais que se mantiveram por apenas três dias. Também observou-se que os frutos armazenados sob refrigeração e com envolvimento de filme plástico (AM) apresentaram os melhores resultados, mantendo sua coloração e aparência geral por 12 dias, com a menor perda de massa.

Palavras-chave


Phaseolus vulgaris; Perda de massa; Vida de prateleira.

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DOI: https://doi.org/10.3738/nucleus.v8i2.598