EMERGÊNCIA E ESTABELECIMENTO DE PLANTAS CULTIVADAS APÓS APLICAÇÃO DE GLYPHOSATE

Lucas Ribeiro Beluci, Carlos Alberto Mathias Azania, Renan Vitorino, Andrea Padua Azania, Julio César Garcia, Danilo Manoel da Silva

Resumo


A pesquisa objetivou estudar o efeito das doses de glyphosate, utilizadas à destruição química da cana-de-açúcar, sobre a emergência e desenvolvimento inicial das culturas da soja (Glycine Max), milho (Zea mays) e amendoim (Arachis hypogaea) semeadas em sucessão. Conduziu-se um experimento para cada cultura, em vasos e em casa de vegetação no período de agosto/11 a janeiro/12. Para cada experimento utilizou-se do delineamento inteiramente casualizado com os tratamentos dispostos em esquema fatorial 2 x 6 e em quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas épocas de semeadura (1 e 12 dias após aplicação) e pelas doses de glyphosate (0; 1440; 2160; 2880; 3600 e 4320 g ha-1). As unidades experimentais foram constituídas por vasos de plástico (3L) preenchidos com terra de barranco. Após aplicação do herbicida, de acordo com o delineamento proposto, semeou-se 15 sementes a 3 cm de profundidade com desbaste aos 14 dias após semeadura (DAS). Em laboratório caracterizou-se o perfil isoenzimático da α-esterase 14 dias após a aplicação dos herbicidas, por eletroforese em gel de acrilamida. Todas as doses do glyphosate aplicadas com 1 ou 12 dias antes da semeadura prejudicaram apenas o número de plantas de amendoim. Mas, o glyphosate até 3600 g e.a.ha-1 estimulou a altura e acúmulo de massa seca nas plantas emergidas de amendoim, soja e milho, para ambas épocas de semeadura. Quanto ao metabolismo, as doses não alteraram o número de isoformas da enzima α-esterase em amendoim, porém, alteraram nas plantas e soja (em todas as doses) e milho (doses > que 2880 g ha-1).

Palavras-chave


Herbicida; Eletroforese

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DOI: https://doi.org/10.3738/1982.2278.977