AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA E SEGURANÇA DO DICLORIDRATO DE BETAISTINA EM CÃES COM DISTÚRBIOS VESTIBULARES

Alexandre Martini Brum, João Paulo da Exaltação Pascon, Tatiana Champion, Mirela Tinucci-Costa

Resumo


Doença vestibular é comum em cães e gatos, podendo ser resultado de doença central ou periférica. A patofisiologia ainda é pouco conhecida, porém pode estar relacionada à dinâmica anormal da endolinfa ou neurites da porção vestibular do VIII nervo craniano. A recuperação neurológica é longa e, em casos crônicos, os déficits neurológicos podem ser irreversíveis. O dicloridrato de betaistina é uma medicação utilizada em humanos com distúrbio vestibular periférico e foi empregada em quatros casos clínicos de cães com síndrome vestibular. Os resultados mostraram melhora clínica com sete a 10 dias de tratamento e recuperação quase completa entre 20 e 30 dias. Um ano após os referidos tratamentos os animais não apresentaram recidiva do quadro. A utilização da betaistina em cães com síndrome vestibular periférica apresentou rápida melhora clínica e ausência de efeitos adversos.

Palavras-chave


cão, síndrome vestibular, betaistina

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.3738/na.v1i2.277